Já imaginou comprar uma pulseira que combate a dengue? Pois é, essa é a mais nova invenção contra o mosquito Aedes aegypti. O novo acessório não chega a matar o inseto, apenas exala uma fragrância à base de citronela que mantém o mosquito afastado. O produto não está à venda no Brasil, mas muitos cariocas já fazem encomendas para amigos e parentes que chegam do exterior.

O kit contra o mosquito passou a ser um item básico adotado por muitos cariocas. Em tempos de epidemia, qualquer prevenção é válida. As mais tradicionais como repelente, incenso e tela já não são suficientes para dar segurança à população. A procura por novas alternativas é grande.

A raquete elétrica que dá um choque no mosquito ganhou popularidade e pode ser encontradas em camelôs, lojas de variedades e nos sinais de trânsito, em que são vendidas por R$ 5. Muitos curiosos estão comprando o produto para testar sua eficácia.

Outra novidade estrangeira para combater a epidemia é o spray repelente para a roupa. Ele é indicado para pessoas alérgicas que não ter contato com o spray. Na Europa, também podem ser encontrados adesivos para pele, parecidos com aqueles para tratamento contra o cigarro, lenços umedecidos e velas que prometem manter o mosquito a uma distância segura do usuário.

Para os mais precavidos, mais uma opção de afastar o mosquito pode chegar às prateleiras do mercado. O professor Edmílson José Maria, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), está desenvolvendo um sabonete que promete manter os insetos afastados por até seis horas. Os principais ingredientes do sabonete são os óleos essenciais à base de citronela, o capim-limão e o cravo-da-índia. A pesquisa do professor deve terminar até o final do semestre.

Mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária alerta: a eficácia desses produtos inovadores não é comprovada porque ainda não passaram pelos testes de qualidade da agência brasileira. O motivo pelo qual os cariocas não encontram os artigos estrangeiros no país é a falta de certificação.